1. PORTAL iGEO

1.1 O que é o Portal iGEO?
O portal iGEO desenvolve-se em três vertentes essenciais, a saber:
  • a) Um diretório de web services e dados de base de cariz georreferenciado, com informação detalhada dos mesmos e possibilidade de visualização e que funciona como um complemento do portal do SNIG disponibilizando o acesso fácil a um subconjunto dos serviços de dados geográficos do SNIG;
  • b) Uma área de código aberto, vocacionada para o desenvolvimento de apps móveis, onde se promove o desenvolvimento cooperativo e a utilização das fontes de dados disponibilizadas pelo portal;
  • c) Uma área de desafio à imaginação para a promoção de um concurso de apps móveis
1.2 Quais os objetivos do Portal iGEO?

A iniciativa "iGEO" promove a criação de valor acrescentado através de modelos de conhecimento intensivo, alicerçados em dados de referência da Administração Pública. Os dados a disponibilizar, no âmbito desta iniciativa, terão como principais destinatários a administração pública, as instituições de ensino e de investigação, as Organizações Não Governamentais e também as empresas privadas.

Os dados estarão disponíveis, de forma permanente e dinâmica, num formato pré-estabelecido, visando assegurar a sua integração, em tempo real, nas aplicações utilizadas ou desenvolvidas pelos utilizadores.

A disponibilização destes dados de referência, possibilitando a sua reutilização ou integração noutros sistemas de informação, permite alavancar e suportar a criação e desenvolvimento de novos modelos de negócio, na medida em que contribui para a tomada de decisões mais sustentadas, suportadas numa análise detalhada de riscos e tendências.

1.3 Quais as entidades participantes?

2. INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA ABERTA - iGEO

2.1 O que são Dados Abertos?

Dados podem ser considerados abertos quando possibilitam a sua livre utilização, reutilização e redistribuição por qualquer pessoa, estando o utilizador apenas obrigado a referir a autoria e origem dos mesmos sem limitações de privacidade, segurança ou controle de acesso.

Os Dados Abertos devem ser acessíveis a um público o mais amplo possível, razoavelmente estruturados para possibilitar ao utilizador o seu processamento de forma mais ou menos automática e sempre que possível obedecendo aos seguintes princípios:

  • Disponibilização e Acesso - os dados devem encontrar-se acessíveis como um todo e a um custo não superior ao da sua produção, de preferência acessíveis através da internet.
  • Reutilização e Redistribuição - os dados fornecidos devem estar disponíveis de forma a permitir a sua reutilização e a junção com outros datasets.
  • Participação - a utilização deve ser permitida a qualquer entidade (individual ou coletiva).
  • Interoperabilidade - a capacidade de diversos sistemas e organizações poderem trabalhar em conjunto e utilizar diversos datasets multi-fonte, de acordo com normas e standards (convenção de escalas, sistemas, formatos, entre outros).

A disponibilização de dados abertos tem como objetivo principal o aumento da transparência entre produtores e utilizadores, a abertura da participação dos cidadãos como utilizadores desses mesmos dados promovendo assim a sua reutilização na criação de novos produtos e serviços. O sentido da ligação estabelecida entre o produtor e o utilizador poderá em alguns casos inverter-se no que concerne à edição e atualização dos dados (e.g. Open Street Map ou Wiki)

2.2 Qual a informação disponibilizada pelo Portal iGEO?

O portal iGEO disponibiliza fundamentalmente recursos Web Map Service (WMS) e Web Feature Service (WFS) para Portugal, a visualização dos dados espaciais e a consulta de documentação de apoio relacionada.

As pesquisas poderão ser realizadas por categoria, entidade ou pesquisa livre e em cada tema de informação geográfica podem encontrar-se as seguintes funcionalidades:

  • Serviços - Web Services que por norma utilizam a especificação Open Geospatial Consortium (OGC): WMS e WFS e que disponibilizam temas de informação geográfica, via serviço de mapas on-line permitindo ao utilizador aceder aos dados do produtor em tempo real.
  • Ficha Técnica - os temas de informação geográfica disponibilizados (e.g. cartografia de base, escala, data de produção, entre outros).
  • Documentos - diversa documentação de apoio (e.g. Regulamentos, Relatórios, entre outros).
  • Mapa - acesso ao visualizador com o respetivo tema de informação geográfica.
  • # - limpa as pesquisas realizadas.
2.3 Que informação geográfica está disponível?
  • DGT

    A informação geográfica disponibilizada pela Direção Geral do Território (DGT) no Portal de Informação Geográfica Aberta, que constituem mais de 2000 serviços web, correspondente à informação produzida e já disponibilizada pela DGT, nos vários Sistemas Nacionais, designadamente: Sistema Nacional de Informação Geográfica (SNIG) e Sistema Nacional de Informação Territorial (SNIT). A informação encontra-se dividida em 3 temas:

    • Cartografia base - acesso À Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP); Carta de Risco de Incêndio Florestal (CRIF), Modelos Digitais de Terreno (MDT), Ortofotomapas e várias séries cartográficas Nacionais (1:10 000, 1:50 000, 1:100 000, 1:500 000, 1:1 500 000, 1:2 500 000)
    • Geodesia - acesso a dados geográficos do Modelo de Geoide (Geod PT08), Rede de Estações Permanentes (ReNEP), Rede Geodésica Nacional (RGN), Rede Nacional de Gravimetria (RNG) e Rede de Nivelamento Geométrico de Alta Precisã (RNGAP)
    • Ordenamento Território - acesso aos Instrumentos de Gestão Territorial (IGT), Servidões e Restrições de Utilidade Pública (SRUP); Equipamentos Públicos de Utilização Coletiva (GEOEQUIP); Carta do Regime do Uso do Solo (CRUS); Carta da Ocupação do Solo (COS), Carta das Unidades de Paisagem (CUP).
  • ICNF

    A informação geográfica disponibilizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas inclui os temas relativos a:

    • Rede Nacional de Áreas Classificadas: É constituída pela Rede Nacional de Áreas Protegidas, as áreas que integram a Rede Natura 2000: SIC – Sítios de Importância Comunitária e ZPE – Zonas de Proteção Especial e as demais áreas classificadas ao abrigo de compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português.
    • Áreas Protegidas:A Rede Nacional de Áreas Protegidas inclui áreas cuja biodiversidade ou outras ocorrências naturais apresentem, pela sua raridade, valor científico, ecológico, social ou cénico, relevância especial que exija medidas específicas de conservação e gestão, regulamentando as intervenções artificiais suscetíveis de as degradar.

      Rede Natura 2000:

      • Sítios de Importância Comunitária: Os Sítios de Importância Comunitária (SIC) são designados com vista à manutenção ou o restabelecimento do estado de conservação favorável dos habitats naturais ou das populações das espécies de flora e fauna que constam nos anexo B-I e B-II da Diretiva Habitats e ocorrem no sítio. Integrarão a rede ecológica de âmbito europeu, Rede Natura 2000, após a sua classificação como Zona Especial de Conservação.
      • Zonas de Proteção Especial: As Zonas de Proteção Especial (ZPE) são áreas do território nacional com importância comunitária, nas quais são aplicadas as medidas necessárias para a manutenção ou restabelecimento do estado de conservação das populações de aves selvagens inscritas no anexo A-I da Diretiva Aves e dos seus habitats, bem como das espécies de aves migratórias não referidas neste anexo e cuja ocorrência no território nacional seja regular. Integram a Rede Natura 2000, rede ecológica de âmbito europeu.
    • Zonas Húmidas RAMSAR: Os Sítios Ramsar são áreas incluídas na Rede Nacional das Áreas Classificadas, cujos valores naturais são reconhecidos como de relevância supranacional no âmbito da Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional Especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar).
    • Árvores de Interesse Público: São árvores que pelo seu porte, desenho, idade, raridade, motivos históricos ou culturais se distinguem dos outros exemplares, as quais constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, em grande medida desconhecido da população portuguesa.
    • Áreas ardidas: Cartografia nacional sobre áreas ardidas baseada no EFFIS (European Forest Fire Information System) do JRC (Joint Research Center) que têm como base informação das imagens do satélite Modis. A informação de base é aferida em levantamentos no terreno efetuados pela GNR e/ou pelos Gabinetes Técnicos Florestais sendo a versão final da responsabilidade do ICNF.
    • Planos Regionais de Ordenamento Florestal: São "instrumentos setoriais de gestão territorial" que estabelecem as normas de intervenção sobre a ocupação e a utilização dos espaços florestais.
    • Zona de Intervenção Florestal: Área florestal contínua, que pertence a vários proprietários que se organizam para procederem à gestão e defesa comuns do seu património florestal, apoiados por uma entidade gestora única com capacidade técnica adequada e dotada de um centro de custos.
    • Locais de Intervenção do Nemátodo da Madeira do Pinheiro: Freguesias onde é conhecida a presença do Nemátodo da madeira do Pinheiro ou em que seja reconhecida, pelo ICNF, o risco do seu estabelecimento e dispersão.
    • Zona Tampão do Nemátodo da Madeira do Pinheiro: Área do território continental com uma largura de aproximadamente 20 km adjacente à fronteira com Espanha denominada zona tampão.
    • Distribuição de Espécies: Espécies animais e vegetais de interesse comunitário cuja conservação exige a designação de Zonas especiais de conservação no âmbito da Diretiva Habitats 92/43/CEE, transposta para o Direito Interno pelo Decreto-Lei nº 140/99 de 24 de abril.
  • IHRU

    A informação geográfica disponibilizada pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) tem como origem o inventário produzido no âmbito do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) relativo a dados sobre património nas seguintes categorias: Edifício e Estrutura, Conjunto Arquitetónico, Espaço Verde, Conjunto Urbano e Paisagem. A informação encontra-se dividida em dois temas:

    • Património Protegido - acesso a informação sobre todo o património português legalmente protegido enquanto património cultural ou natural de valor local, regional, nacional e ou mundial.
    • Património Não Protegido - acesso a informação sobre todo o património português sem proteção legal própria enquanto património cultural ou natural.
2.4 O acesso à informação tem custos?

A utilização da informação é gratuita para a Administração Pública e Academia, prevendo-se a cobrança de taxas justas para as empresas, com aplicação de descontos caso se tratem de entidades sem fins lucrativos.

Os requisitos da Diretiva INSPIRE estão garantidos e são cumpridos.

2.5 Como utilizar a informação geográfica disponibilizada?

A informação geográfica disponibilizada no portal iGEO funciona através da especificação OGC Web Service, para a qual é imprescindível o acesso à internet, uma vez que a ligação é realizada diretamente aos servidores das entidades produtoras de informação geográfica.


Infraestruturas e de Dados Espaciais e Sistema de Informação Geográfica (Geoportais e Software SIG)

Os recursos Web Map disponibilizados pelo portal "iGEO" poderão ser visualizados na generalidade dos diversos softwares SIG proprietários e open source, por norma utilizando a especificação OGC do recurso (e.g. WMS ou WFS) de acordo com cada software. Para a sua utilização em software SIG, deverá inserir-se o recurso (URL) no projeto SIG (frequentemente através dos menus de inserção de informação geográfica - Adicionar Camada WMS ou WFS/Add Data/GIS Servers). Deste modo, os utilizadores poderão beneficiar de um conjunto de dados espaciais interoperáveis e, na generalidade, diretamente do produtor em tempo real (constantemente atualizado).

e.g. SIG: ESRI ArcGIS (Linux/Windows), Intergraph Geomédia (IOS/Linux/Windows), GV SIG (Linux/Windows), Quantum GIS (Android/BSD/IOS/Linux/Windows), entre outros; e.g. Geobrowser: Google Earth Mais detalhe consultar ponto 6 (incluir link)

Aplicações móveis

Os recursos Web Map disponibilizados pelo portal "iGEO" poderão ser visualizados em algumas aplicações móveis disponíveis nos markets/stores dos principais sistemas operativos (Android, IOS, Windows Phone). Nas aplicações disponíveis poderá inserir-se o recurso (URL) no espaço especificamente indicado para o efeito. A utilização do recurso (URL) em conjunto com os sistemas globais de navegação por satélite (como o GPS e o GLONASS) permite identificar e visualizar no mapa os atributos referentes ao local onde o utilizador se encontra.

e.g. ESRI ArcGIS, GIS Mobile, GIS WMS Viewer, GV SIG Mini, Locus Map, entre outros.

3. Código Aberto

3.1 Qual o objetivo das aplicações móveis do Portal iGEO?

As aplicações móveis iGEO Natureza, iGEO Património e iGEO Ordenamento (para android e iOS), visam demonstrar a viabilidade técnica do acesso público aos dados geográficos abertos. Através de um canal de integração, ligam as diversas fontes de dados (em formato standard WMS) a um BUS de dados normalizado para acessos concorrentes pelas diversas aplicações Web e Mobile. Disponibiliza-se desta forma uma API JSON, de alto desempenho, que oferece um acesso livre, mas controlado, à informação oriunda das diversas fontes públicas de dados geográficos nacionais, neste momento a DGT, o IHRU/SIPA e o ICNF. Outras fontes serão acrescentadas no futuro, alargando o leque de informação disponível no portal iGEO.


Cada App temática permite selecionar uma de várias fontes de dados que lhe estão associadas (Natureza, Património e Ordenamento). Por exemplo na App iGEO Natureza o utilizador pode atualmente escolher como fontes de informação a Fauna, a Flora, as Áreas Classificadas, etc. Após selecionar uma fonte de dados o utilizador pode obter a informação georreferenciada existente, recorrendo à sua localização GPS atual e ao raio de alcance configurado (botão “Perto de Mim”), ou especificando um qualquer Concelho e/ou Freguesia do continente e ilhas (botão “Explore”).


Todos os dados existentes no acervo de informação geográfico selecionado são então apresentados ao utilizador através de um mapa interativo ou de uma lista de itens. Os detalhes de cada item podem ser consultados com um simples cliq (Bitcliq).


Esta iniciativa “Open Data, Open Code, Open Minds…” visa contribuir para o conhecimento e utilização generalizada da informação geográfica existente sobre o território nacional.

3.2 Onde está disponível o código fonte das App's?

O código fonte está disponível num repositório aberto (GitHub), podendo ser acedido por qualquer pessoa através do seguinte endereço: http://www.github.com/igeoapps.


O objetivo deste código aberto é contribuir para um desenvolvimento rápido de novas apps, ajudar os candidatos ao concurso “Mentes Criativas” ou obter novos contributos da comunidade de software para a evolução das apps atuais.

4. MENTES CRIATIVAS

5. ADESÃO DE OUTRAS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

5.1 Outras entidades públicas poderão disponibilizar informação geográfica no Portal iGEO?

Sim. Caso satisfaça os requisitos expressos nos pontos seguintes.

5.2 O que será necessário para proceder à disponibilização de informação geográfica?

Basta apenas efetuar os passos identificados:

  • Passo 1: Descarregar, concordar com o conteúdo e assinar o termo de responsabilidade.
  • Passo 2: Aceder ao registo da entidade na área definida para esse efeito.
  • Passo 3: Proceder ao preenchimento do formulário, incluir o termo de responsabilidade assinado. Não esquecer de indicar o contacto privilegiado da entidade, para as questões de ordem técnica.
  • Passo 4: Aguardar o envio de e-mail igeo@igeo.pt. A partir desse momento acede a uma área de trabalho.
Quais os requisitos técnicos são necessários para disponibilização de informação geográfica?

Depois de registado, o utilizador, entrará na sua área de trabalho, na qual deverá preparar um conjunto de informação, de forma a que seja possível a disponibilização da sua informação geográfica.

  • Indicar o (s) URL/endereço(s) do(s) serviço(s) WEB, que pretendem disponibilizar, que podem ser de dois tipos: Web Map Service (WMS) ou Web Feature Service (WFS). Os serviços, devem ser criados de acordo com as especificações Open Geospatial Consortium (OGC).
  • Preencher a(s) Ficha Técnica(s) (por categoria de dados) (incluir link com modelo de ficha técnica)
  • Indicar o(s) URL/endereços dos respectivos Metadados
  • Indicar URL/endereço ou anexar o(s) documentos de apoio referentes à informação que pretendem disponibilizar (e.g. Regulamentos, Relatórios, entre outros).
  • Anexar uma imagem nos formatos .PNG ou .JPG, de preferência com o enquadramento do País e anexar a respetiva legenda, nos mesmos formatos.

6. UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS WEB